Rompimento de silicone no organismo pode dificultar diagnóstico de Câncer de Mama

O silicone livre nas mamas, após o rompimento da prótese mamária, não causa câncer. Por outro lado, pode dificultar o diagnóstico de um câncer de mama previamente existente. Essas informações são importantes para pacientes com próteses de silicone das marcas PIP e ROFIL, que foram recentemente orientadas a realizar, obrigatoriamente, exames de imagem.

- Temos que verificar a integridade dos implantes e programar a troca dos mesmos. A ressonância é o melhor exame para obter uma avaliação à respeito, embora a ecografia mamária, quando executada por médico treinado e com experiência, também é outra alternativa acessível – resume a médica da MAMORAD, Bianca Silva Marques

As diretrizes sobre a necessidade dos exames foram definidas em comum acordo entre o Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Mastologia, Agência Nacional de saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

- Não devemos nos perder nos implantes, mas buscar o foco para as mamas, prevenção e exames de qualidade – completa a diretora médica da MAMORAD, Radiá Santos.

A maioria dos casos de rompimentos pode não apresentar sintoma, assim como sinal anormal nos exames físicos. Sendo assim, torna-se imprescindível a realização de exames por imagem, em especial ecografia e ressonância magnética para verificação da integridade dos implantes. O objetivo é evitar a ruptura silenciosa e futuros danos à saúde da paciente. A ressonância magnética, nestes casos, deve ser de campo fechado, e não há necessidade de contraste.

O rompimento da membrana, que envolve o implante e o extravasamento de seu conteúdo, pode ser retido ou não pela cápsula fibrosa que envolve a prótese. Se este conteúdo passa pela cápsula, se direciona para o parênquima mamário e pode alcançar a rede linfática. Sinais inflamatórios locais, deformidades, presença de nódulos nas axilas, desconforto e dores na mama podem ser importantes para identificar o problema e a conduta mais adequada para cada caso.

Compartilhar

  • Subscribe to our RSS feed
  • Tweet about this post
  • Share this post on Facebook
  • Share this post on LinkedIn

Deixe seu comentário