10 nov, 2017

Indignação e protesto dos metalúrgicos de Gravataí contra a Reforma Trabalhista

Milhares de trabalhadores cruzaram os braços e discursaram contra as mudanças na legislação que entra em vigor no dia 11 de novembro

Desde as primeiras horas da manhã de sexta-feira (10/11) , os trabalhadores da General Motors, em Gravataí (RS), participaram de um ato que marca a posição contrária à Reforma Trabalhista, prevista para entrar em vigor neste sábado. A mobilização foi concentrada no portão de acesso ao Complexo Automotivo, pela RS 030 sendo liberado o acesso dos trabalhadores por volta das 7h30min.

– Nós, trabalhadores, somos o polo fraco da relação. Somos insuficientes para enfrentar o poderio econômico do patrão. Para Sindicatos vigaristas, a Reforma Trabalhista vai ser boa porque vão chegar lá e fazer qualquer acordo ferrando o trabalhador. Aqui não! Este Sindicato sempre teve uma história de luta e enfrentamento e continuaremos firmes em nossas posições – discursou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles.

Para o diretor do Sinmgra, Valcir Ascari, conhecido como “Quebra-molas”, o momento é extremamente importante para os trabalhadores brasileiros e é preciso união.

– O trabalhador fala o ano inteiro do patrão e depois chega lá, e vota no representante do patrão no Congresso. É importante que a gente tenha clareza sobre o que está acontecendo. Ou a gente tem que ter responsabilidade, ou as coisas não mudarão – disse.

Em seu pronunciamento o diretor do Sinmgra, Noeldi Leal Trindade (Nando), ressaltou que as empresas estão se dando conta que é mais fácil colocar trabalhador contra o trabalhador para desunir.

– É exatamente isso que o Governo e as empresas estão fazendo. Ninguém ganha com isso. A previdência social é superavitária, mas o Governo usa esse dinheiro em outras áreas. Esse Governo e Presidente que não nos representam têm a cara de pau de vir para sociedade dizer que temos que conversar entre nós para amadurecermos isso e que é necessário fazer uma reforma da Previdência. Precisamos nos defender -disse.

Em assembleias realizadas em frente às fábricas ao longo da quinta-feira (09/11) foi aprovado o “estado de greve” por parte dos trabalhadores do setor metalmecânico. A negociação acontece desde setembro com o sindicato patronal da categoria. O índice de 1,73% foi rejeitado por unanimidade, decretando estado de greve para pressionar as empresas por um índice maior.

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