05 jan, 2018

Mãos à obra

Palavra do presidente – FCDL-RS

O marco da mudança de uma época para outra é perfeito para renovarmos nossas energias, nos revitalizando para a próxima sequência de 365 dias que está a porta. O ano de 2017 deixa boas lembranças, uma delas, a evolução da mentalidade nacional, especialmente na capacidade de indignação, frente às faltas éticas de grande parte dos nossos governantes, o ano que se encerra está muito associado a 2015 e 2016, como um período no qual pagamos as consequências dos erros, omissões e permissividades das últimas décadas.

Antes de seguir adiante, é interessante fazer um “mea culpa” sobre a nossa responsabilidade coletiva sobre um passado que construiu o presente. Sim, os culpados são os políticos incompetentes e muito frequentemente desonestos; mas não podemos esquecer que fomos nós, como coletivo, que os colocamos repetidas vezes no poder. Também fomos nós, como coletivo, que restringimos nossa inconformidade predominantemente a rodas de bate-papo com amigos.

Lógico que participamos de mobilizações importantes, especialmente via a FCDL-RS. Aqui propomos transcender os objetivos institucionais mais diretos. Somos forçados a reconhecer que os impostos elevados e mau gastos; a burocracia sem sentido; e o alto custo que pagamos pela infraestrutura precária, pela falta de segurança, pela educação e saúde de péssima qualidade e juros abusivos para os consumidores e investidores são causados por nossas escolhas erradas.

– Erradas ao elegermos governantes e legisladores sem real capacidade de gestão e sem isenção moral para ocuparem postos chaves nas nossas vidas;

– Erradas ao limitarmos nossa indignação a ela própria, diante dos disparates que diariamente são noticiados na política nacional, na gestão pública e na própria justiça.

O cenário mostra que 2018 será melhor. Será que apenas isto basta? Será que não poderíamos ousar um pouco mais e projetar não apenas um ano, mas uma sequência de décadas com melhoria contínua, em vez de ficarmos patinando em crises que se repetem a cada quatro ou cinco anos?

Isto é possível e não é tão complexo, como comprovam vários bons exemplos de países ao redor do mundo que, ao abandonarem seus ranços e demagogias, partiram definitivamente para o caminho da prosperidade. Próximo a nós, temos o Chile como exemplo a ser seguido. Ao desejarmos nossos votos de Feliz Ano Novo, não vamos deixar de falar de esperança de tempos melhores.

Lembrando que a frente da esperança vamos colocar a necessidade de responsabilidade e mobilização:

– Responsabilidade na medida em que em 2018 temos escolhas importantes a fazer, com a chegada das eleições, as quais podem mudar o nosso país para melhor, ou, alternativamente, nos levar ao aprofundamento do colapso atual;

– Mobilização no sentido de não sermos mais permissivos com a impunidade; com o mau uso dos impostos e do poder político.

A Lei é para ser cumprida à risca por todos; caso contrário ela deixa de ser Lei e passa a ser apenas regras de graduação de privilégios. Se queremos realmente um futuro melhor, nós mesmos precisamos assumir o protagonismo e botar as mãos à obra.

Vitor Augusto Koch
Presidente da FCDL-RS

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