03 dez, 2018

Pediatra dá dicas de como proceder com primeiros socorros

Em algumas situações, a prevenção é o melhor remédio

Queimaduras, engasgamento, afogamento e cortes são situações que deixam os pais e responsáveis pelas crianças preocupados em como proceder para oferecer os primeiros socorros. De acordo com o médico da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Danilo Blank, há casos em que é preciso avaliar a gravidade e extensão antes de levar para o atendimento médico.

– Na maioria das vezes, os cortes não exigem atendimento médico e, assim como as queimaduras, é preciso observar a profundidade e a proporção da área afetada. Cortes pequenos, de um ou 1,5 centímetro geralmente não são graves. Mas, quando a ferida tem abertura suficiente para enxergar o tecido abaixo da pele, é preciso estancar o sangramento, fazer pressão com um tecido estéril, em casos mais graves, buscar auxílio médico – explica Blank.

Com relação às queimaduras, o tipo que mais preocupa é o de segundo grau, que causa bolha. De acordo com o pediatra, é preciso manter o local higienizado e cuidar para não romper as bolhas.

– Se for uma área relativamente pequena, pode deixar em observação e tratar possíveis dores com analgésicos. É importante lembrar que a limpeza deve ser feita apenas com água corrente, em temperatura ambiente, e não investir em receitas caseiras. A pele deve respirar – complementa o médico.

Quanto ao engasgamento com alimentos ou pequenos objetos, Danilo Blank explica que o próprio reflexo da tosse é capaz de expelir o objeto. O importante, nestes casos, é prevenir os episódios, não oferecendo, para crianças de até três anos, alimentos sólidos ou grãos que oferecem algum risco.

– Se a criança estiver respirando bem, entre os intervalos da tosse, é melhor não realizar nenhuma manobra, mas se o objeto ou alimento começar a prejudicar a criança, inclusive deixando-a roxa, é preciso levá-la ao pronto atendimento o mais rápido possível – finaliza o pediatra.

Com a chegada das altas temperaturas, também aumentam as preocupações com afogamentos. Neste caso, é preciso, também, investir na prevenção, não deixando a criança sem supervisão próximo a piscinas, banheiras ou na praia. A recomendação, de acordo com Blank, quando estiverem na água, é utilizar os coletes que ficam presos no corpo.

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