13 fev, 2019

Elevação do índice de raios ultravioleta reforça alerta para quem vai se expor ao sol

Forte calor registrado no início deste ano desperta atenção para reforçar a importância das medidas de fotoproteção

Nessa época do ano, é preciso intensificar constantemente a população da conscientização dos cuidados necessários antes de se expor ao sol, seja na praia, na cidade ou no campo. Se o calor e sensação de abafamento causam mal estar, a incidência dos raios ultravioletas (RUV) são ainda mais graves, pelos males que causam à nossa pele. O descuido pode causar envelhecimento precoce, queimaduras solares e facilitar o desenvolvimento do câncer de pele. O alerta é da médica dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Secção-RS (SBD-RS), Taciana Dal’Forno Dini.

– Os raios ultravioletas (RUV) são divididos em RUVA, RUVB e RUVC. Os RUVC não atingem a superfície da Terra, pois são filtrados pela camada de ozônio. No entanto, tanto os RUVA, quanto RUVB são danosos à pele. Os raios RUVA são constantes durante o dia, penetram mais profundamente na pele e são responsáveis pelo bronzeado. Os RUVB, por sua vez, são mais intensos e responsáveis pelas queimaduras solares. O uso de filtros solares, roupas protetoras, bonés e chapéus, evitando ou redobrando os cuidados nos horários de radiação solar mais intensa, são medidas fundamentais para a adequada proteção – explica.

O Índice de RUV, que aumenta durante o verão, indica a intensidade da radiação solar num determinado instante. Quanto maior o índice UV, maior é o risco de lesões na pele devido a exposição em período de tempo curto. Este indicador não está associado ao que mais comumente a população enxerga, que é a claridade e a sensação térmica, mas sim, está ligado a outros fatores.

– Em alguns momentos pode até não estar tão quente, mas a incidência dos raios é intensa. Por isso, é preciso informar as pessoas, para não confundirem, pois a variação da intensidade do Índice de RUV depende da época do ano, altura do sol, das alterações na espessura da camada de ozônio, da nebulosidade e das partículas presentes na atmosfera do local – orienta a médica.

As queimaduras solares estão relacionadas ao surgimento de câncer de pele, o tipo de tumor maligno mais frequente no nosso país. Portanto, a consulta com dermatologista deve ser realizada anualmente, tanto para o exame de toda a pele, como para orientação dos cuidados relacionados à proteção solar, que devem ser avaliados individualmente para cada paciente.

Trackback URL: http://playpress.com.br/2019/02/13/elevacao-do-indice-de-raios-ultravioleta-reforca-alerta-para-quem-vai-se-expor-ao-sol/trackback/

Leave a comment:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *