22 mar, 2019

Morte de neto de Lula por meningite deixa pais em alerta

Médicos sugerem que a prevenção é fundamental, mas não há necessidade de pânico por conta do ocorrido

Após a morte do pequeno Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula, vitimado pela doença no último dia 1º de março, aumentou consideravelmente a busca por vacinas contra a doença. A mais procurada é a do tipo meningocócia B que só é disponibilizada na rede privada e o valor varia, sendo na maioria dos casos superior a R$ 500,00.

– Existem termos na prática pediátrica que geram pânico nos pais. “Pontada” é um deles, decodificado como pneumonia. O mais avassalador é meningite, mesmo nos quadros virais de bom prognóstico. Quando surge um caso de meningite meningocócica de curso fulminante, de família conhecida, a mídia e as redes sociais fervilham. Importante: Não há surto. Mais importante: revisar com o pediatra, de preferência, ou posto de saúde, ou ainda idônea clínica de vacinas, a cobertura vacinal de cada criança e atualizar o esquema, sem corre-corre alucinado. Prevenção é o caminho – afirma o pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Ilson Enk.

Como funciona

No calendário do Ministério da Saúde, as vacinas gratuitas contra a meningite meningocócica são ministradas de acordo com a idade das crianças, sendo disponível somente a do tipo C, que é a mais comum no país. O reforço em idade entre 4 e 6 anos, da vacina anti meningococo C, não é contemplado pelo Ministério da Saúde. Na rede privada está incluído na vacina ACWY nesta faixa etária.

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