10 out, 2019

Prevenção de doenças e busca por uma vida mais saudável para as crianças

Congresso Brasileiro de Pediatria deve reunir cerca de sete mil pediatras em Porto Alegre até o próximo sábado (12/10)

A programação de quinta-feira (10/10) do Congresso Brasileiro de Pediatria, em Porto Alegre (RS), trouxe mais uma vez temas atuais e de dúvidas recorrentes entre médicos e pais. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e ocorre no Centro de Eventos da FIERGS.

A obesidade infantil foi abordada sob vários aspectos considerando o prognóstico e a importância da atividades físicas e orientação nutricional. O tema da alergia ao leite de vaca fez parte da programação ao longo da quarta-feira (10/10).

– Qual a base racional para o tratamento dos pacientes? Claramente temos a necessidade de trabalhar a proteína. Quando hidrolisamos a proteína, vai quebrando ela e diminui o grau de alergia. As fórmulas parcialmente hidrolisadas e as intactas não tratam a alergia. O que vai tratar especificamente são fórmulas extensamente hidrolisadas e fórmulas de aminoácidos – explicou o pediatra Matias Epifanio.

Durante o debate os médicos também reforçaram a importância dos alimentos orgânicos que possuem diferenças de microbioma, por exemplo, na comparação com os demais alimentos e a necessidade de incentivar dietas ricas em componentes naturais e integrais.

Um dos colóquios trouxe o tema dos riscos toxicológicos de medicamentos de uso frequente em emergência e UTIs pediátricas.

– Gosto de lembrar que não estamos lidando com “mini-adultos”, ou seja, temos absorções completamente diferentes se comparamos um pré-maturo com um adulto. Uma criança gravemente doente também vai absorver menos. A distribuição do corpo é diferente se lembrarmos que um recém-nascido tem 80% de água enquanto o idoso tem um pouco mais de 50%. Além disso, a metabolização é diferente – afirmou a médica Rosirene Maria Frohlich Dall Agnese.

A mesa de discussão sobre febre no departamento de emergência contou com a coordenação da pediatra Denise Leite Chaves.

– Para encurtar o período da dor é fundamental saber optar pela droga certa na dose certa – disse.

A miniconferência transtorno do déficit de atenção e hiperatividade levantou estudos sobre o assunto. Segundo o médico Luis Augusto Paim Rohde (RS), um trabalho recente mostrou o resultado em crianças de 5 a 15 anos com desenvolvimento típico e com hiperatividade através de ressonância magnética. A pesquisa mostrou uma maturação mais lenta principalmente no córtex pré-frontal naquelas que tem déficit de atenção e hiperatividade.

As aulas também trouxeram outras temáticas como o câncer infantil, autismo, questões envolvendo baixa estatura, prematuridade, diagnóstico e abordagem de doenças respiratórias agudas e assistência do recém-nascido pré-termo tardio, entre outros.

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