Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção do Rio Grande do Sul orienta população sobre o que fazer e o que evitar em ferimentos causados por cacos de vidro ou objetos perfurantes
Cortes na pele podem ocorrer em diferentes situações do cotidiano, como ao manusear objetos cortantes, sofrer pequenos acidentes domésticos ou pisar em cacos de vidro. Embora muitos desses ferimentos pareçam simples, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que a adoção de cuidados corretos logo após o acidente é fundamental para evitar infecções, complicações e atrasos na cicatrização. A orientação é da médica dermatologista e vice-presidente da SBD-RS, Dra. Cíntia Pessin.
Segundo a especialista, a primeira medida deve ser a higienização adequada do local lesionado. “Ao sofrer um corte na pele, o ideal é lavar a área com água corrente e sabonete neutro. Em seguida, deve-se comprimir suavemente a região com gaze ou pano limpo para ajudar a controlar o sangramento e realizar um curativo com gaze e micropore. Caso o ferimento seja profundo, o paciente deve procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessária a realização de sutura ou outros cuidados específicos”, explica a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Dra. Cíntia Pessin.
Outro ponto importante é a atenção à vacina antitetânica. Dependendo do histórico vacinal, pode ser necessário realizar a imunização ou o reforço da vacina. Além disso, sinais como dor persistente, inchaço, presença de pus ou febre indicam a necessidade de avaliação médica, pois podem representar infecção.
A dermatologista também orienta sobre práticas que devem ser evitadas após um corte. Entre elas estão apoiar peso ou pressionar excessivamente a área lesionada e tentar retirar objetos que estejam profundamente alojados na pele. A tentativa de remover fragmentos de vidro ou outros materiais pode provocar danos adicionais aos tecidos e aumentar o sangramento.
Também não é recomendado utilizar algodão para estancar o sangramento ou cobrir a ferida, pois o material pode aderir ao tecido lesionado e dificultar a cicatrização. O uso de álcool ou água oxigenada diretamente sobre o ferimento também deve ser evitado, uma vez que essas substâncias podem danificar células saudáveis e retardar o processo de recuperação.
Mesmo quando o corte parece pequeno, é importante não ignorar o ferimento. Pequenos fragmentos podem permanecer na pele e provocar inflamações, infecções ou formação de granulomas. Por isso, a avaliação adequada e os cuidados corretos são essenciais para garantir uma cicatrização segura.
Redação: Marcelo Matusiak
Sobre a SBD-RS
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) como representante dos dermatologistas no Brasil. Os médicos dermatologistas a ela ligados precisam obter o Título de Especialista que atesta a sua capacitação. A secção SBD-RS é a sua representante no território do Rio Grande do Sul.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) como representante dos dermatologistas no Brasil. Os médicos dermatologistas a ela ligados precisam obter o Título de Especialista que atesta a sua capacitação. A secção SBD-RS é a sua representante no território do Rio Grande do Sul.