Nota Conjunta | Comissão Nacional do Médico Jovem da Associação Médica Brasileira (AMB) e Comissão do Médico Jovem da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)
As Comissões do Médico Jovem da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) destacam a importância da ampliação do debate nacional sobre a formação médica no Brasil, diante do crescimento acelerado de cursos de Medicina, da limitação de vagas em Residência Médica e das transformações enfrentadas pelos profissionais em início de carreira. Como parte dessa mobilização, as instituições promovem nos dias 15 e 16 de maio, na sede da AMRIGS, em Porto Alegre, o Encontro da Comissão Nacional do Médico Jovem da AMB – Edição Rio Grande do Sul 2026, iniciativa voltada ao aprimoramento profissional, à troca de vivências e à discussão de temas estratégicos para acadêmicos e médicos com até 40 anos e/ou 10 anos de formado.
Para os dois grupos, o avanço da formação médica deve ocorrer de maneira responsável, associado à qualidade do ensino, à estrutura adequada dos serviços de saúde e à valorização da Residência Médica como principal modelo de especialização e treinamento supervisionado. As organizações entendem que investir na preparação dos profissionais está diretamente relacionado à segurança assistencial da população e à sustentabilidade da Medicina brasileira.
Outro ponto considerado central pelas Comissões é a aproximação entre estudantes, jovens médicos e entidades representativas. A proposta é reduzir a distância entre diferentes gerações da Medicina, estimular o intercâmbio de experiências e evitar lacunas de participação em debates que influenciam diretamente o futuro da profissão. Nesse contexto, o associativismo também se apresenta como espaço de educação continuada, formação cidadã e construção coletiva de respostas para os desafios da Medicina contemporânea.
Além da capacitação técnico-científica, as entidades ressaltam a necessidade de preparar os jovens médicos para desafios do segmento, incluindo gestão de carreira, ética, inovação, inteligência artificial, modalidades de contratação, questões médico-legais e tomada de decisão profissional. A presença dos estudantes nesse processo ganha relevância diante da nova era digital da Medicina, marcada pelo avanço da tecnologia, por mudanças no perfil profissional e pela demanda por discutir, desde a graduação, que médico o país pretende formar para os próximos anos.
A programação do encontro contará com palestras, oficinas práticas e mesa-redonda sobre educação médica, procedimentos essenciais para recém-formados, análise crítica de artigos científicos, aplicações da inteligência artificial na saúde, prontuário seguro, associativismo e os impactos do atual cenário do ensino médico no país. Também será discutida a experiência da Prova AMB/AMRIGS como ferramenta de estímulo à excelência e valorização da qualificação profissional.
As entidades reforçam ainda que o fortalecimento do associativismo e da participação dos jovens médicos nas entidades representativas é fundamental para a construção de soluções relacionadas às desigualdades regionais, aos desafios da capacitação profissional e à valorização da Medicina no Brasil. Para as Comissões, trazer estudantes e recém-formados para esses espaços significa reconhecer seu papel no debate público sobre educação médica, ampliar a representatividade da categoria e evitar que decisões sobre o futuro da profissão ocorram sem a presença de quem viverá diretamente essa nova realidade.
Dr. Zeus Tristão
Presidente da Comissão Nacional do Médico Jovem da AMB
Dr. Ângelo Fajardo
Coordenador da Comissão Nacional do Médico Jovem – Rio Grande do Sul AMRIGS
A Associação Médica do Rio Grande do Sul é uma organização sem fins lucrativos voltada para a atualização do conhecimento técnico-científico e para a realização de debates científico-culturais relacionados à saúde, à Medicina e à vida profissional. Desde o momento de sua fundação em 1951, a AMRIGS integra a vida do médico em todas as etapas da profissão, tendo como objetivos:
- Fomentar a ciência e a cultura médica;
- Promover a defesa profissional;
- Fortalecer o associativismo e a representatividade médica;
- Ser influenciadora como entidade protagonista de ações em prol da saúde.