Atividades reuniram discussões sobre doenças respiratórias, pejotização da Medicina e desafios do desenvolvimento na infância e adolescência
A programação desta sexta-feira, 22/05, do XVIII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, realizado no Centro de Convenções Barra Shopping Sul, em Porto Alegre, reuniu debates voltados à prática clínica, à prevenção e a temas que impactam diretamente o cotidiano dos profissionais da saúde infantil. No espaço “Conversando com o Especialista”, pediatras e convidados de diferentes áreas aprofundaram assuntos como doenças respiratórias na infância, cuidados no inverno, otorrinolaringologia na prática pediátrica, relações de trabalho na Medicina, saúde do adolescente, desenvolvimento puberal, anticoncepção, saúde sexual e infecções sexualmente transmissíveis.
Os especialistas José Faibes Lubianca Neto e Denise Rotta Ruttkay Pereira discutiram orientações práticas sobre higiene nasal, prevenção de infecções respiratórias e os principais erros cometidos pelas famílias no manejo dos sintomas respiratórios em crianças. Durante o painel, José Faibes Lubianca Neto também chamou atenção para hábitos cotidianos relacionados à exposição ao frio e à piora de sintomas respiratórios. “Algumas observações da sabedoria popular têm fundamento clínico. O frio interfere nos mecanismos de defesa das vias respiratórias e isso ajuda a explicar por que certas situações acabam favorecendo infecções”, afirmou.
O debate sobre pejotização da Pediatria abordou mudanças nas relações de trabalho médico, impactos da legislação e os desafios enfrentados pelos profissionais da área. A atividade contou com moderação de Sérgio Luis Amantéa e participação do presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias. Durante o painel, foram discutidos aspectos relacionados à flexibilização de contratos, carga horária, remuneração e efeitos da pejotização na organização da atividade médica e na assistência em saúde.
A programação também abriu espaço para discussões voltadas à saúde do adolescente e ao desenvolvimento puberal. No painel sobre ginecologia na adolescência, as especialistas Liliane Diefenthaeler Herter, Soraia Schmidt e Jaqueline Lubianca discutiram temas relacionados à puberdade, anticoncepção, saúde sexual e infecções sexualmente transmissíveis na infância e adolescência. A atividade abordou desafios enfrentados pelos pediatras no acompanhamento do desenvolvimento puberal e na orientação de adolescentes e famílias, reforçando a importância de uma abordagem multidisciplinar, preventiva e acolhedora no atendimento pediátrico.
O XVIII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria é promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e reúne especialistas, pesquisadores e profissionais da saúde para debates científicos, atualização profissional e troca de experiências voltadas à qualificação da assistência a crianças e adolescentes.
Redação: Isabel Lermen
Coordenação: Marcelo Matusiak
Sobre a Sociedade de Pediatria do RS
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.
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