Congresso SOCERGS 2026 terá discussão sobre síndromes coronarianas agudas, incluindo diagnóstico, tratamento do infarto e estratégias de revascularização
Embora seja mais frequente com o avanço da idade, o infarto também pode ocorrer em adultos jovens. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta que hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo, tabagismo e histórico familiar podem favorecer o desenvolvimento precoce das doenças cardiovasculares. O tema ganha espaço no Congresso SOCERGS 2026, que ocorre de 24 a 26 de setembro, no Wish Serrano Hotel e Centro de Convenções, em Gramado.
“O risco cardiovascular não deve ser avaliado apenas pela idade. Um indivíduo jovem pode apresentar risco aumentado quando reúne vários fatores ou quando permanece exposto a eles por muito tempo. O colesterol LDL elevado desde cedo, por exemplo, pode acelerar o desenvolvimento da aterosclerose e antecipar eventos cardiovasculares”, explica o Diretor de Planejamento Estratégico e Governança da SOCERGS, Dr. Aníbal Pires Borges.
A programação científica do congresso inclui, na quinta-feira, 24 de setembro, a mesa-redonda “Síndromes Coronárias Agudas”, das 10h30 às 12h. Entre os assuntos previstos estão a identificação de pacientes de alto risco diante de dor torácica na emergência, o uso de medicamentos para redução do colesterol na síndrome coronariana aguda, o tratamento do infarto com supradesnível do segmento ST, a revascularização no infarto sem supradesnível e o manejo do infarto do miocárdio com artérias coronárias não obstrutivas, conhecido como MINOCA (Myocardial Infarction with Non-Obstructive Coronary Arteries / Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas).
Para a população, alguns sintomas exigem atenção, principalmente quando aparecem pela primeira vez, tornam-se recorrentes ou surgem durante o esforço. Dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura, desmaios e redução da capacidade física devem motivar avaliação médica.
“Mesmo sintomas aparentemente inespecíficos merecem atenção quando são novos, recorrentes ou relacionados ao exercício. Da mesma forma, quem apresenta histórico familiar ou múltiplos fatores de risco deve ser avaliado mesmo que esteja se sentindo bem”, acrescenta Dr. Aníbal.
A prevenção deve começar cedo, com acompanhamento da pressão arterial, colesterol e glicemia, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e abandono do tabagismo. Pessoas com histórico familiar de infarto ou morte súbita precoce também precisam de atenção especial.
“A identificação precoce dos fatores de risco permite agir antes que a doença cardiovascular se manifeste de forma grave”, conclui o médico.
Outras informações podem ser obtidas no site do evento https://www.socergs.org.br/
Redação: Marcelo Matusiak
Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)