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Hospital Sapiranga reúne profissionais e comunidade para fortalecer cultura da doação

II Simpósio Multiprofissional abordou desde a identificação do potencial doador até o transplante, com espaço para histórias reais de famílias e pacientes

Informação, acolhimento e histórias de vida marcaram o II Simpósio Multiprofissional de Doação e Transplante de Órgãos, realizado nesta quarta-feira, 30/09, no Hospital Sapiranga. Com o tema “Um sim, muitas vidas”, o encontro reuniu profissionais de diferentes áreas da saúde, especialistas envolvidos no processo de doação, pacientes transplantados, familiares de doadores e integrantes da comunidade para ampliar o conhecimento e estimular o diálogo sobre a decisão de doar.
 
A diretora-executiva do Hospital Sapiranga, Elita Herrmann, participou da abertura do simpósio e reforçou o compromisso da instituição com ações de educação em saúde e de aproximação com a comunidade.
 
“Quando falamos em doação de órgãos e transplantes, ainda existem muitos mitos. Como profissionais e como instituição de saúde, temos a responsabilidade de levar informação, esclarecer dúvidas e contribuir para a conscientização da sociedade. Sabemos que uma doação pode salvar e transformar muitas vidas. Por isso, além de buscarmos constantemente qualificação e conhecimento, queremos que essas informações também cheguem à comunidade. Esse é um compromisso nosso e um dos principais objetivos deste encontro”, destaca.
 
Promovido dentro das ações do Setembro Verde, o simpósio percorreu diferentes etapas que envolvem a doação e o transplante. No Brasil, a autorização familiar é fundamental para que a doação possa ocorrer, tornando o diálogo antecipado sobre a vontade de ser doador importante para que essa decisão seja conhecida pelos familiares.
 
Para o presidente da e-Dot – Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes e responsável técnico da UTI Adulto do Hospital Sapiranga, Dr. Pedro Lima, ampliar o diálogo sobre o tema também é uma forma de aproximar a comunidade da realidade de quem aguarda por um transplante.
 
“Quero que, por alguns instantes, a gente pense em quem está esperando por um órgão. Pode ser alguém aguardando a chance de continuar vivendo, de acompanhar um filho crescer ou simplesmente de ter mais tempo com a família. Para essas pessoas, a espera pode parecer longa demais. Um único ato de generosidade pode significar mais tempo, mais sonhos e mais encontros. A doação de órgãos é um gesto de amor e, para que ela aconteça, é fundamental conversar com a família. Quando uma vida termina, a esperança de outra pode começar”, destacou.
 
O encontro também aprofundou um dos momentos mais delicados de todo o processo: a abordagem e o acolhimento das famílias. A mesa “Quando o sim transforma vidas” reuniu a transplantada renal e ativista pela doação de órgãos, Adriana Teles, e a enfermeira e pesquisadora Gabriela Camponogara Rossato, com mediação da coordenadora de Enfermagem da UTI Adulto e da e-Dot do Hospital Sapiranga, Amanda Jaques. A discussão destacou a importância da informação clara, da escuta e do cuidado com os familiares diante da decisão pela doação.
 
Durante a tarde, a enfermeira da Organização de Procura de Órgãos da Santa Casa de Porto Alegre, Tamires Piccinini, apresentou o que acontece após a autorização familiar e como diferentes equipes atuam para que os órgãos possam chegar com segurança às pessoas que aguardam um transplante.
 
A programação também apresentou informações sobre a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo (AEDO), instrumento que permite registrar formalmente, ainda em vida, a intenção de ser doador. O tema foi abordado por representantes do Tabelionato de Notas de Sapiranga.
 
Um dos momentos de maior envolvimento do público ocorreu no painel de encerramento, “Um sim que atravessa vidas”, dedicado a histórias reais de doação, espera e recomeço. Participaram familiares de Renata Evangelho de Abreu, doadora de órgãos que completaria aniversário justamente em 30 de setembro, além de profissionais da Psicologia e do Serviço Social. O encontro também contou com o relato em vídeo de Mariana Leal Santos de Castro, paciente transplantada.
 
Com patrocínio do Sicoob, o II Simpósio integrou as iniciativas do Hospital Sapiranga voltadas à promoção da saúde, à qualificação profissional e ao fortalecimento do diálogo com pacientes, familiares e comunidade. Ao final do evento, a instituição reforçou a proposta de transformar conhecimento em cuidado e fazer com que as reflexões sobre a doação continuem além do simpósio.

Redação: Marcelo Matusiak

 

Sobre o Hospital Sapiranga

O Hospital Sapiranga é uma entidade privada, de caráter filantrópico, sendo referência para convênios e privados para toda a região, e para o Sistema Único de Saúde (SUS) aos municípios de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz.
 
Propósito: Cuidar das pessoas, aqui toda vida importa.
 
Missão: Cuidar das pessoas com excelência, promovendo saúde e bem-estar.
 
Valores: Comprometimento | Respeito | Humanização | Responsabilidade | Transparência | Inovação 

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