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Entidades médicas orientam população diante do aumento de casos de Mpox no Brasil

Nota Conjunta | Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI)

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI) acompanham a situação da Mpox no Brasil em 2026 e consideram importante compartilhar orientações claras com a população, baseadas em evidências científicas.
 
Dados atualizados pelo Ministério da Saúde em março deste ano apontam 149 registros relacionados à doença no país neste ano, sendo 140 confirmados e 9 prováveis, além de 539 suspeitas em investigação. Não há mortes registradas no período. O cenário indica circulação do vírus, porém em nível inferior ao observado durante o surto internacional em 2022. A maior concentração de casos ocorre em São Paulo, com 93 registros confirmados ou prováveis, seguido por Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rondônia (11).
 
No Rio Grande do Sul, a vigilância epidemiológica segue atenta à doença, mesmo sem registro de aumento significativo de casos até o momento, conforme monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde. Entretanto, a concentração de casos em São Paulo e Rio de Janeiro acende um sinal de atenção para outras regiões do país, incluindo o RS. A circulação de pessoas entre estados, especialmente por viagens e eventos, pode favorecer a introdução de novos casos, reforçando a importância da vigilância ativa e do diagnóstico precoce também no território gaúcho.
 
A Mpox é uma infecção viral do mesmo grupo da varíola humana, geralmente menos grave. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Também pode acontecer em situações de proximidade prolongada ou contato íntimo.
 
Entre os sinais mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, aumento dos gânglios e lesões na pele ou mucosas. Essas manifestações podem aparecer como bolhas ou feridas em regiões como rosto, mãos, pés, boca, área genital ou anal. Em alguns casos também surgem dor ao urinar, ao engolir ou desconforto anorretal.
 
Diante desses sinais, a recomendação é procurar avaliação em serviços de saúde, especialmente quando surgirem lesões cutâneas sem causa aparente associadas a febre ou mal-estar. A confirmação pode exigir exames laboratoriais, já que a Mpox pode ser confundida com outras doenças dermatológicas ou infecções sexualmente transmissíveis.
 
A prevenção envolve atitudes simples: evitar contato direto com feridas de pessoas com suspeita da doença, não compartilhar objetos pessoais, higienizar as mãos com frequência e buscar orientação médica ao perceber alterações na pele ou outros sintomas.
 
O Brasil dispõe de sistemas de vigilância epidemiológica, notificação obrigatória e fluxos de diagnóstico e acompanhamento. Ainda assim, a resposta depende do reconhecimento precoce dos sinais, do acesso aos testes e da boa comunicação com a sociedade.
 
A AMRIGS e a SGI reiteram seu compromisso com a promoção da saúde pública e a divulgação de informação qualificada. Neste momento, a orientação é manter atenção aos sintomas, procurar atendimento quando necessário e evitar qualquer forma de estigmatização.
 
Dr. Gerson Junqueira Jr.
Presidente da AMRIGS
 
Dr. Dimas Kliemann
Presidente da Sociedade Gaúcha de Infectologia
Sobre a AMRIGS

A Associação Médica do Rio Grande do Sul é uma organização sem fins lucrativos voltada para a atualização do conhecimento técnico-científico e para a realização de debates científico-culturais relacionados à saúde, à Medicina e à vida profissional. Desde o momento de sua fundação em 1951, a AMRIGS integra a vida do médico em todas as etapas da profissão, tendo como objetivos:

  • Fomentar a ciência e a cultura médica;
  • Promover a defesa profissional;
  • Fortalecer o associativismo e a representatividade médica;
  • Ser influenciadora como entidade protagonista de ações em prol da saúde.

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