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Hospital Sapiranga leva educação sobre AVC às escolas por meio do projeto Fast Heroes

Iniciativa global que transforma vidas busca levar informação sobre prevenção e reconhecimento precoce do AVC para alunos do 4º ano das escolas de Sapiranga

O Hospital Sapiranga realizou, na noite de 9 de julho, um encontro com professores das redes municipal, estadual e particular de ensino de Sapiranga para apresentar o projeto Fast Heroes nas escolas: iniciativa global que transforma vidas, voltado ao reconhecimento precoce dos sinais de Acidente Vascular Cerebral, o AVC. A proposta tem como objetivo levar informação para dentro das escolas e, por meio dos alunos do 4º ano, alcançar também famílias e a comunidade.
 
A proposta partiu de um princípio simples e essencial: quanto mais cedo os sinais de AVC forem identificados, maiores são as chances de atendimento adequado e redução de sequelas. Por isso, o projeto apostou na escola como espaço estratégico de informação, prevenção e multiplicação de conhecimento junto às famílias. O evento contou com a presença da secretária municipal de Educação, Deisi Gomes Pzenicka, e da secretária municipal da Saúde, Janete Salvati Hess, além de gestores escolares, profissionais da saúde, representantes do Hospital Sapiranga e educadores que participarão da aplicação do projeto junto aos estudantes.
 
A diretora executiva do Hospital Sapiranga, Elita Herrmann, destacou que a iniciativa está alinhada à visão da instituição de ser referência em crescimento sustentável. Segundo ela, esse conceito vai além da estrutura física, da tecnologia e da assistência em saúde, incluindo também o cuidado com as pessoas, o papel social do hospital e sua atuação junto à comunidade.
 
“Quando falamos em crescimento sustentável, não falamos apenas de estrutura física, tecnologia e assistência. Falamos também do cuidado com as pessoas, do nosso papel junto à comunidade e da responsabilidade social do Hospital Sapiranga. Este projeto vem ao encontro do pilar social do ESG, que é levar educação, prevenção e saúde para além das paredes do hospital”, afirmou Elita.
 
Ela também ressaltou a importância da participação dos professores como multiplicadores da informação. “Vocês têm um papel muito importante nesse processo. Ao levar esse conhecimento para dentro da sala de aula, os alunos podem compartilhar essas informações com suas famílias e com a comunidade. Sabemos, pelo perfil epidemiológico do hospital, que um grande índice de internações está relacionado ao AVC. Temos uma equipe preparada e protocolos monitorados desde a chegada do paciente à emergência, mas a prevenção e o cuidado podem começar muito antes disso”, completou.
 
A médica neurologista Taís Luise Denicol apresentou aos professores os materiais didáticos do Fast Heroes e demonstrou como o programa deverá ser desenvolvido em sala de aula junto aos alunos do 4º ano. Durante a apresentação, ela explicou que o AVC pode ocorrer tanto por sangramento quanto pela obstrução da passagem de sangue no cérebro. Nessas situações, a região afetada deixa de receber oxigênio e nutrientes, o que pode levar à morte do tecido cerebral.
 
“Eu gosto de comparar o AVC com o infarto, porque o infarto costuma ser muito mais falado. Do ponto de vista da obstrução e da morte de tecido, eles têm semelhanças. Por isso, quanto mais rápido agirmos, maiores são as chances de recuperação da pessoa que está tendo um AVC”, explicou Taís Luise Denicol.
 
A apresentação também destacou dados que reforçam a relevância da iniciativa. O AVC está entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo, e a informação é considerada uma ferramenta essencial para salvar vidas. Conforme dados da World Stroke Organization e da Angels Initiative, a idade média dos pacientes com AVC é de 65 anos, cerca de 6 milhões de pessoas morrem por AVC a cada ano no mundo, uma em cada quatro pessoas terá um AVC ao longo da vida e, a cada seis segundos, alguém morre em decorrência da doença em algum lugar do mundo.
 
A secretária municipal de Educação, Deisi Gomes Pzenicka, destacou a importância da integração entre saúde e educação para a formação dos alunos e para a disseminação de informações que podem impactar diretamente a vida das famílias. 
 
“É algo que toca o coração e nos faz refletir sobre o quanto nós, professores, somos importantes em sala de aula. Muitas responsabilidades acabam chegando até a escola, mas também é nesse espaço que temos a oportunidade de fazer a diferença. E essa diferença não acontece apenas dentro da sala de aula, com os nossos alunos, mas se estende a todo o território com o qual temos vínculo, alcançando as famílias e a comunidade”.
 
Entre os principais sinais de AVC estão alteração na fala, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo, assimetria facial, confusão mental, tontura súbita, perda de equilíbrio e dificuldade para enxergar. Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente.
 
O encontro também contou com a participação do médico neurologista e neurorradiologista Diógenes Zan, convidado para falar sobre o AVC e sobre como a iniciativa pode transformar a realidade da comunidade. Segundo ele, levar informação qualificada para dentro das escolas é uma forma de aproximar a prevenção das famílias e ampliar a capacidade de reconhecimento rápido dos sinais da doença.
 
“Esse projeto não vem apenas para ajudar os professores, mas para alcançar toda a comunidade por meio da base social formada pelas crianças. Quando uma informação importante chega à escola, ela também chega às famílias e pode transformar atitudes. Quero parabenizar a Elita e toda a direção do Hospital Sapiranga por essa iniciativa. São poucos os hospitais que se posicionam dessa forma na sociedade, olhando para além da assistência e assumindo também um papel de educação, prevenção e cuidado coletivo. Também parabenizo a Secretaria de Educação por acolher essa proposta e compreender a força que a escola tem como espaço de transformação social.”
 
A iniciativa conta com a parceria da Imceler, do Hospital Sapiranga, da Angels Initiative, da World Stroke Organization, da European Stroke Organisation e da American Stroke Association, instituições que somam esforços para levar o Projeto FAST HEROES às escolas e transformar informação em atitude dentro das famílias.
 
Para mais informações sobre o Hospital Sapiranga, entre em contato pelo telefone (51) 3599-8100 ou acesse www.hospitalsapiranga.com.br.
 
Redação: Marcelo Matusiak
 
Sobre o Hospital Sapiranga

O Hospital Sapiranga é uma entidade privada, de caráter filantrópico, sendo referência para convênios e privados para toda a região, e para o Sistema Único de Saúde (SUS) aos municípios de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz.
 
Propósito: Cuidar das pessoas, aqui toda vida importa.
 
Missão: Cuidar das pessoas com excelência, promovendo saúde e bem-estar.
 
Valores: Comprometimento | Respeito | Humanização | Responsabilidade | Transparência | Inovação 

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