Dia Nacional da Mamografia chama atenção para o acesso ao exame e a realização periódica do rastreamento
O Dia Nacional da Mamografia, celebrado nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, evidencia em todo o Brasil a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do acesso regular ao principal exame de rastreamento da doença. A data, instituída pela Lei nº 11.695/2008, mobiliza a Associação Médica do Rio Grande do Sul e a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RS para esclarecer dúvidas, combater mitos e sensibilizar as mulheres sobre a realização periódica da mamografia, capaz de identificar lesões ainda não palpáveis e elevar as chances de cura para índices próximos a 95%.
A mamografia é reconhecida como um dos exames que mais salvam vidas. Estudos apontam que o rastreamento adequado pode reduzir em até 45% a mortalidade por câncer de mama, justamente por permitir a identificação da doença em fases iniciais, quando os tratamentos tendem a ser menos agressivos e mais eficazes. No Brasil, o exame está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população feminina à prevenção.
“Até hoje, não existe outro método mais eficaz do que a mamografia, exame de imagem que utiliza raio-x de baixa dose, para detectar microcalcificações, que muitas vezes representam fases muito iniciais do câncer de mama”, afirmou a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RS (SBM-RS), Dra. Betina Vollbrecht. “Na maioria das vezes, conseguimos fazer o diagnóstico antes mesmo de qualquer sintoma ou alteração palpável, o que muda completamente o prognóstico da paciente”, completa.
Além de reforçar a importância do rastreamento, a data também é um momento para orientar sobre os cuidados antes do exame. Segundo a médica, cuidados simples precisam ser observados: no dia da mamografia, é fundamental evitar o uso de desodorantes, cremes, talcos ou perfumes na região das mamas e axilas, pois esses produtos podem interferir na qualidade da imagem. Também é indicado levar exames anteriores ou, quando disponíveis apenas em formato digital, as senhas de acesso, para permitir a comparação adequada.
Outro ponto que costuma gerar apreensão entre as mulheres é o desconforto durante o procedimento.
“A mamografia é um exame rápido. Pode haver uma leve pressão na mama, necessária para obter imagens de boa qualidade, mas a prática dura poucos minutos e não impõe nenhuma restrição após a realização”, explica Dra. Betina. A mastologista também recomenda, sempre que possível, que mulheres que ainda menstruam agendem o exame fora do período menstrual, quando as mamas costumam estar menos sensíveis.
De acordo com a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia de rastreamento deve ser realizada anualmente em mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos. Já aquelas com histórico familiar de câncer de mama devem individualizar o acompanhamento, podendo iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica.
Redação: Marcelo Matusiak
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