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Saúde da mulher: prevenção e cuidado ao longo da vida são essenciais, alerta AMRIGS

Diretoras da entidade gaúcha abordam importância de consultas regulares e atenção a sintomas que não devem ser ignorados

O mês de março, período em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, também é um momento de chamar a atenção para o cuidado com a saúde feminina. O alerta é da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), que destaca a importância da prevenção, da realização de consultas periódicas e da adoção de hábitos saudáveis ao longo de todas as fases da vida.
 
A diretora de Integração Social da AMRIGS e ginecologista, Dilma Tessari, salienta que a assistência à saúde feminina tem impacto direto na vida social, por exercer papel central na formação de rotinas e valores dentro da família e da comunidade.
 
“A mulher ocupa um papel extremamente importante no convívio social e, muitas vezes, é referência de comportamento para filhos, alunos e ambientes em que convive. Por isso, investir em bem-estar, manter um estilo de vida equilibrado, higiene, alimentação balanceada e prática de atividade física precisa fazer parte do cotidiano de forma natural”, orientou.
 
Segundo a médica, tais medidas devem começar cedo e acompanhar todas as fases. O pré-natal adequado, por exemplo, é essencial durante a gestação, contribuindo para o bem-estar da mãe e do bebê. Após o período reprodutivo, consultas periódicas com ginecologista continuam sendo fundamentais para orientar diretrizes preventivas e acompanhar momentos importantes da saúde feminina.
 
“A menopausa muitas vezes é cercada de mitos e receios, mas pode ser uma etapa tranquila quando há acompanhamento médico e quando a pessoa manteve uma estabilidade física e emocional ao longo da vida. Trata-se de uma fase natural, marcada pela interrupção da menstruação e desenvolvimento da maturidade. Quando surgem sintomas como ondas de calor ou irritabilidade, o ginecologista pode instruir as melhores estratégias de tratamento, inclusive avaliando a necessidade ou não de reposição hormonal, sempre de forma individualizada”, acrescentou Dra. Dilma.
 
A diretora de Patrimônio e Eventos da AMRIGS, Dra. Cristina Matushita, especialista em Medicina Nuclear, ressalta que organizar uma rotina mínima de prevenção ao longo do ano pode facilitar o acompanhamento médico, mesmo em meio a compromissos intensos de trabalho e responsabilidades pessoais.
 
“Como médica, recomendo uma agenda prática e flexível: uma revisão anual com o médico de família, exames ginecológicos conforme a faixa etária, controle periódico de pressão arterial, glicemia e colesterol, além de mamografia de acordo com a idade e o risco individual. Recursos simples, como lembretes no celular, teleconsultas e a concentração de exames em períodos mais tranquilos do calendário ajudam a manter a regularidade do cuidado”, sugere.
 
Além do monitoramento ginecológico, a profissional lembra que a abordagem completa voltada ao público feminino envolve diferentes especialidades. Avaliações em Clínica Geral ou Medicina de Família, Cardiologia, Endocrinologia, Psiquiatria, Mastologia, Oftalmologia, Odontologia e Psicologia fazem parte de um método preventivo mais amplo, que permite identificar riscos precocemente e promover saúde integral.
 
A especialista também alerta que alguns sinais do organismo não devem ser ignorados, mesmo quando parecem apenas cansaço ou desconfortos passageiros. Entre eles estão dor torácica, falta de ar, palpitações, desmaios, alterações nas mamas, sangramento vaginal fora do ciclo, perda ou ganho de peso sem explicação, alterações cognitivas, dor abdominal persistente ou feridas que não cicatrizam. Nesses casos, a verificação médica é decisiva para diagnóstico e orientação adequados.
 
“Falo como médica e como mulher: priorizar a própria saúde não é egoísmo, é prevenção. Consultas e exames periódicos garantem mais qualidade de vida no futuro. Estabeleça pequenas metas, como realizar um check-up por ano, utilize recursos como telemedicina e organize a agenda para dedicar tempo a si mesma. Cuidar da própria saúde também é uma forma de zelar pelas pessoas que dependem de você”, concluiu Dra. Matushita.
 
Sugestão de calendário anual de cuidados com a saúde da mulher
 
Janeiro: revisão de metas de saúde e atualização de vacinas, como influenza quando sazonal, além das demais previstas no calendário vacinal.
 
Março ou abril: realização do exame ginecológico anual e do Papanicolau conforme faixa etária, além de orientações sobre anticoncepção e saúde sexual.
 
Maio ou junho: avaliação cardiometabólica com verificação da pressão arterial, glicemia, colesterol e índice de massa corporal. A frequência pode variar conforme o risco individual.
 
Agosto ou setembro: consulta clínica geral com médico de família ou endocrinologista e revisão de medicações em uso.
 
Outubro ou novembro: realização da mamografia conforme idade e fatores de risco, anualmente, a partir dos 40 anos ou de acordo com recomendação médica, além de orientação sobre autoexame das mamas.
 
Dezembro: avaliação de saúde mental com triagem para ansiedade ou depressão e planejamento dos cuidados para o ano seguinte.
 
Observação: A frequência dos exames deve sempre considerar idade, histórico familiar e fatores de risco individuais. Testes como avaliação de osteoporose, colonoscopia, exames oftalmológicos e odontológicos também podem ser indicados segundo orientação médica. O uso de lembretes no celular e a organização das consultas em horários disponíveis ou por teleconsulta podem facilitar a manutenção dessa rotina.
 
Redação: Marcelo Matusiak
 
Sobre a AMRIGS

A Associação Médica do Rio Grande do Sul é uma organização sem fins lucrativos voltada para a atualização do conhecimento técnico-científico e para a realização de debates científico-culturais relacionados à saúde, à Medicina e à vida profissional. Desde o momento de sua fundação em 1951, a AMRIGS integra a vida do médico em todas as etapas da profissão, tendo como objetivos:

  • Fomentar a ciência e a cultura médica;
  • Promover a defesa profissional;
  • Fortalecer o associativismo e a representatividade médica;
  • Ser influenciadora como entidade protagonista de ações em prol da saúde.

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